Lula está em mais uma viagem à África. O fato, naturalmente, está sendo divulgado nos veículos daqui.
O ponto de vista das matérias é sempre parecido: Brasil e Angola são países irmãos, já que foram explorados pelos lusitanos, são pobres e falam português. Como o Brasil tá um pouco melhor, assumiu o papel de irmão mais velho, ajudando na fabulosa recuperação econômico do país africano devastado pela guerra através de uma porrada de créditos e investimentos – sobretudo em petróleo.
Tem gente que acha que esse “dinheirão” devia ser investido aqui mesmo. Não há como negar, no entanto, que é muito bonitinho e simpático uma “potência emergente” não esquecer de onde veio e ajudar os “coitadinhos” que, devido a vários fatores, não conseguiram se desenvolver com seu próprio esforço.
É a mesma coisa que aconteceu no Timor Leste: o Brasil mostrando sua força diplomática, usando a “simpatia” de país pobre para disfarçar sua vocação imperialista.
Enfim, por mais que as opiniões brasileiras sejam divergentes, é interessante também considerar o ponto de vista angolano, também com vários pontos de vista diferentes entre si. Basta ler o site AngoNotícias. Embora as notícias sejam, na maioria, copiada de agências internacionais – e também da Angola Press – o destaque fica para os comentários de cada notícia.
É engraçado ver que a maioria conserva um ranço feroz contra o Brasil, país que escravizou milhares de angolanos, como se essa fosse a causa de todos os problemas de lá. Os mesmos argumentos que os brasileiros anti-americanistas vociferam contra os EUA estão lá, mas sendo dito contra nós! Ser colocado no papel de porco capitalista interesseiro é, no mínimo, curioso. O fato do Brasil ter sido o primeiro país a reconhecer a independência de Angola, em 1975, é sempre tratado com desprezo.
(…) o Brasil não fez mais que sua obrigação, afinal milhões de Angolanos foram escravizados e explorados até a morte em seu territorio. Se o Brasil tem capoeira hoje e morenas gostosas é graças aos genes de Angola.
Um dos debates mais interessantes está ocorrendo na matéria “Angola e Brasil preparam linha de crédito de mil milhões de dólares”. É óbvio que nenhum meio de comunicação vai gastar recursos para investigar a fundo empréstimos feitos por latinos para africanos, ambos tão à margem das coisas. Mas tem uma série de questionamentos que ficam.
Qual vai ser o destino desse dinheiro? Qual o retorno para o Brasil? Quais as conseqüências concretas para o povo angolano? O que muda no cenário das relações sul-sul? E por aí vai.
Nada é tão simples como parece, mas se já é difícil descobrir algo em relação aos países desenvolvidos, que atraem todos os interesses mundiais, imagina quantos interesses e falcatruas podem estar por trás desse acordo bilateral sem que ninguém jamais fique sabendo. De qualquer maneira, não é tão importante assim:
Essa linha de crédito vai ter fim de todas as outras que o Brasil concedeu desde o tempo de Neto. Nunca serviram o povo angolano. Vao comprar fazendas, casas no estrangeiro, carros novos, perucas, mamas de silicone, unhas, lipoaspiraçao, esteticas, encher o bolso do Ivo Pitangui, etc.
Concordo e assino embaixo.

Mas e o que o Ivo Pitangui tem a ver com a história? Tadinho do hômi… =]
Comentário por Moisés — Outubro 18, 2007 @ 21:08
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Preciso disso para adequar a estrutura, pois não adianta colocar algo no ar que caia na primeira semana…
Comentário por luizm — Outubro 19, 2007 @ 14:52