Tanto a saber

Fevereiro 19, 2008

Neonazismo Cucaracho

Arquivado em: Críticas, Notícias — Tags:, , , — Pedrinho @ 16:34

Uma coisa que eu sempre achei ridículo são os grupos de neonazistas que se formam aqui no Rio Grande do Sul.

Um alemão ser neonazista já é ruim, mas pelo menos está dentro de um contexto. O pior é imaginar que pessoas que tenham o sobrenome “Amaral”, “Pereira”, “da Silva” ou “Santa Maria” tenham a cara de pau de proclamar a supremacia ariana e outras idéias totalmente anacrônicas.

Mas tá lá na Zero Hora a notícia que me faz ver que as pessoas realmente não têm a menor noção do ridículo:

Renan do Amaral Pereira, 23, foi preso ao chegar em casa, no Centro. Ele e Diego da Silva Santa Maria, 20, que está foragido, foram indiciados por formação de quadrilha, tentativa de homicídio, corrupção de menores e racismo — os dois faziam parte de grupos neonazistas ou skinheads, que revelam ódio a judeus, negros, ciganos, punks, homossexuais e nordestinos.

Até mesmo os nazistas da década de 30 achariam esses caras uns coitados.

Outubro 11, 2007

Reflexão sobre as cotas

Arquivado em: Críticas, Reflexões — Tags:, — Pedrinho @ 13:52

Avisos:
1) Texto repleto de generalismos meramente ilustrativos.
2) Não vou entrar hoje no mérito das cotas raciais, que eu acho uma baboseira.

Quando entrei pela primeira vez na UFRGS, em 2002, uma amiga da mãe teve a pachorra de vir dizer pra ela: “minha filha não entrou porque o Pedro tirou a vaga dela”. A resposta foi direta: “a vaga do Pedro sempre foi dele, tua filha é que não foi capaz de garantir a dela”.

Atire a primeira pedra o estudante particular que nunca ouviu algum professor dizer algo desse naipe: “vocês são privilegiados, vocês são a elite, vocês são 1% da população brasileira”. Após anos de lavagem cerebral, entrar em universidade pública torna-se um fato corriqueiro para alguém que tanto ouviu falar que era de uma minoria privilegiada. Destes, os que não conseguem entrar até se conformam, mas no fundo fica aquela sensação de estar sendo injustiçado.

E então surge a história das cotas. Agora, além de ter que suar a camisa pra não ser pior do que os outros integrantes daquele 1% da população, o aluno particular vai ter que concorrer de verdade com todos os outros 99%. O pensamento torto da amiga da mãe vai se reproduzir às centenas. Vai ter muita gente pensando (e dizendo): “Esse pobre FDP roubou minha vaga”.

O que o pessoal não entende é que quem vai entrar na universidade pelas cotas não é o pobre miserável. Não é o assaltante, o marginal. Quem se beneficia com isso será, principalmente, aqueles que vivem no limite entre classe média baixa e pobreza. Aquelas pessoas que até queriam, mas não tiveram verba pra patrocinar a educação dos filhos. Que nunca teriam R$ 700,00 para pagar faculdade particular. Que não puderam seguir os estudos porque tinham que trabalhar pra se sustentar.

Quando entrei pela segunda vez na UFRGS, fiz um cursinho bem fuleiro e baratinho, por pura pão-durice. Já o meu amigo Mallmann fez um cursinho ótimo. Um dia, comparamos nossos colegas. Como seria possível o pessoal do meu cursinho (gente que saiu de escola pública, trabalhava 10 horas por dia, ia pro cursinho, pegava dois ônibus pra voltar pra casa onde ainda tinha que cuidar dos filhos) concorrer com playboyzinhos adolescentes despreocupados cuja vida se resume a colégio e cursinho? É justo um sistema em que o poder aquisitivo dos pais determina desde o nascimento quem vai e quem não vai entrar na universidade pública?

É hora de o pessoal que tem condições de pagar parar de ficar choramingando e admitir que na maioria das vezes só não entrou porque não se dedicou o suficiente. Só freqüentar o colégio e o cursinho não adianta. Tem que ter um mínimo de esforço e dedicação desde sempre, não só no último ano. É pedir demais que um guri de 12 anos perceba que ele tem que se dedicar desde já? É, mas aí cabe aos pais e responsáveis exigir isso.

Os próprios pais, no entanto, também acreditam que só o fato de estar num colégio particular já catapulta seu bebê a um nível superior de conhecimento que determina a imediata entrada em uma federal ou estadual. Cotas significam que o filhote e sua turminha vão ter que estudar de verdade para garantir sua vaga, e isto é um absurdo! O colégio particular já foi pago, qualquer esforço além desse deveria ser abolido!

Bom, certamente muita gente esforçada e digna de mérito vai ficar sem entrar na universidade, mas isso sempre aconteceu. Aliás, o vestibular é feito justamente para excluir pessoas, já que as vagas são limitadas. Eu realmente sinto muito por vivermos em uma sociedade em que a oferta de ensino superior público é assustadoramente menor que a demanda. O que não dá é culpar os cotistas por isso.

Outubro 10, 2007

PMDB articula indicação de Lobão para Minas e Energia

Arquivado em: Críticas, Notícias — Tags:, , — Pedrinho @ 11:45

RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

Sem alarde, os peemedebistas articulam uma segunda alternativa para o Ministério de Minas e Energia, caso não seja possível trazer de volta o ex-ministro Silas Rondeau.
(mais…)

Setembro 14, 2007

Discução

Arquivado em: Críticas — Tags:, — Pedrinho @ 12:53

Quando fui desabilitar a moderação dos comentários, levei um baita susto:

Discução

Não venham com Marcos Bagno pra cima de mim. O nome disso é BURRICE.

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