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Dezembro 29, 2008
Outubro 22, 2007
Sextas – onde Pedro reflete sobre o momento individual certo para usufruir obras de arte
O título acima é inspirado nos títulos dos capítulos d’O Nome da Rosa, clássico livro de Umberto Eco que atualmente está na minha cabeceira. “Sexta” é uma das horas canônicas, que corresponde ao meio-dia.
Apesar de ter visto (dormido?) o filme no colégio, só me lembro de uma cena do final, com o Sean Connery de luvas virando as páginas de um enorme livro, e de quem era o assassino e porquê. Enfim, comecei a leitura e estou gostando muito, rumando para o final que eu já sei como é.
Acontece que não foi a primeira vez que comecei a ler este livro. Esta edição está lá em casa há séculos, mas eu sempre achava o prólogo insuportável de chato e desistia. Agora, as circunstâncias me impeliram a uma nova tentativa e – surpresa! – o prólogo desceu redondinho, e os capítulos seguintes todos estão sendo deveras prazerosos.
O que me motivou a reler o livro foi uma empolgante discussão com o meu psicólogo lacaniano, com o qual eu mais discuto semiótica e signos do que tento resolver meu problemas (se é que eu tenho algum…). Estávamos conversando a respeito de cores e da impossibilidade de se saber se todos enxergam da mesma forma – assunto complexíssimo – e ele falou acerca de um tratado de Eco sobre o tema. Com o nome de Eco ecoando em minha mente, catei “O Nome da Rosa” lá na minha estante (uau, quantos trocadilhos).
Enfim, mas por que será que desta vez eu gostei da leitura? Segundo o tal psicólogo acima citado, nem sempre a pessoa está preparada para receber determinados conteúdos em determinadas épocas, no que eu concordo plenamente.
