Tanto a saber

Março 4, 2008

Correndo atrás ou “De volta ao VIP Hype Cool Underground Indie Style”

Arquivado em: Ego, Música — Tags: — Pedrinho @ 9:52

Depois de uns bons dois meses de introspecção e reflexão sobre a vida, o mundo e o meu umbigo, estou voltando, aos poucos a me atualizar no mundo musical. Ainda não estou com opiniões formadas sobre o que está rolando porque não baixei muita coisa nova, tirando o último CD do Underworld – os caras da trilha de Trainspotting, que eu ainda não assisti (!!!) – mas não tive tempo de ouvir com atenção.

Além disso, perdi a inauguração do Porão do Beco e depois nunca mais consegui entrar lá, por motivos diversos e até bizarros (como esquecer a chave de casa com a tia e ter que andar 13 km de táxi até a casa dela pra pegar de volta).

O que me consola é que um quarteto de blogs tri bacanas e atualizados tem o que de mais interessante está acontecendo em Porto Alegre e nas outras províncias mundo afora. Fica o crédito: Reverbcity, Dominódromo, Remix e Volume.

Novembro 6, 2007

Spider Pig Happy Hardcore Remix

Arquivado em: Música — Tags:, , , , , — Pedrinho @ 10:03

Descobri muito tarde o Happy Hardcore, um gênero praticamente em extinção, e fiquei viciado. O bom é saber que de vez em quando surgem novidades como essa. Oh, yeah!

Download do mp3: Rapidshare

Outubro 8, 2007

Lily rocks!

Arquivado em: Música, Reflexões — Tags: — Pedrinho @ 19:26

Na primeira vez que ouvi “Smile”, eu estava num engarrafamento. Para quem conhece Porto Alegre, imaginem o seguinte: depois do trabalho, 16h, sol intenso, calor de 30 e poucos graus, de tarde, dirigindo naquele imbróglio que envolve as redondezas da UFRGS para entrar no Túnel da Conceição. Para quem não conhece Porto Alegre, imaginem o inferno cercado de concreto, asfalto e fumaça. Pois é.

Então começou a tocar “Smile”, um hit despretensioso, bobinho até, com cara de verão, que me pareceu, à primeira vista, uma versão melhorada e mais alegrinha daquele outro hit de verão, “What’s luv”, do Fat Joe com a Ashanti. Achei que era alguma coisa do estilo: uma rapper gostosa, com um bundão enorme, se esfregando em algum negrão de 2 metros com correntes e camiseta de basquete. Pensei: “essa vai estourar!”, e em seguida esqueci a música.

Ou melhor, tentei esquecer. O refrão, algo tipo “lalááá lalalá you cryyyyy lalalalá smiiiiiile lalalá smiiiiile” grudou na minha cabeça. E lá ficou, até eu procurar o clipe da música. Uau, a cantora não era rapper. E uau! Ela não dançava com um negrão. Pelo contrário: sacaneava o ex-namorado, que apanha, é roubado, toma laxante, tem a casa revirada e seus discos destruídos. Como todo mundo sabe, a maquiavélica e vingativa personagem que planejou tudo isso é uma menina com imensos olhos de boneca e um sorriso matador. Ela mesma. Lily Allen, muito prazer. (mais…)

Setembro 21, 2007

A música do Fiat Punto!

Arquivado em: Música — Tags:, , , — Pedrinho @ 1:27

Graças ao todo-poderoso Google e ao melhor site de letras da internet descobri o nome da música que toca na propaganda do Fiat Punto que passa na MTV.

Shout Out Louds – Shut Your Eyes

Ainda não tenho opinião formada sobre a banda, mas eles são suecos. E isso é extremamente cool, como provam Millencolin (best!), The Hives, Ace of Base, The Cardigans e Roxette. Certamente irá pro meu iPod.

OBS: Isso não é um viral pra Fiat. Ainda amo meu Gol GIII.

(mais…)

Setembro 13, 2007

Prova de Juventude

Arquivado em: Música — Tags:, — Pedrinho @ 2:25

The Go! Team - Proof of Youth

A primeira vez que ouvi The Go! Team foi no site Pandora, que hoje funciona só nos EUA. Imagina como seria o teu conceito de “música” no teu plano das idéias particular. Pois é. A alegre Huddle Formation fechou exatamente com o meu conceito ideal de música. Era a canção que eu havia esperado a vida toda para ouvir, e estava tocando ali, como reles música de fundo no meu trabalho. Em uma tarde, descobri quase tudo que havia pra se saber sobre a banda, e a partir daí The Go! Team entrou definitivamente na trilha sonora da minha vida.

Em seguida ouvi Thunder, Lightining, Strike – o primeiro álbum dos caras, de 2004 – inteiro, e a cada música eu fiquei mais maravilhado. Pra completar, ainda conferi performances ao vivo do The Go! Team no You Tube (eles cantam com letras diferentes da versão do álbum!) e me detestei por não ter conhecido eles antes.

O som é uma mistura de Atari com trilha sonora de Sessão da Tarde com cantos de cheerleaders com vários instrumentos originais com vocais femininos incompreensíveis. Excelente.

No primeiro álbum, destacam-se os wannabe-hits Ladyflash, Huddle Formation, We Just Won’t Be Defeated e Bottle Rocket, além das instrumentais Feelgood by Numbers, Get it Together e Everybody is a V.I.P. to Someone – essa eu já ouvi na Rádio da Unisinos. Se Ladyflash despontou como a música mais conhecida, inclusive com remixes respeitáveis (até o Hot Chip fez um), foram a “Huddle…” e a “We Just…” as que eu mais gostei, já que ambas me transmitem uma sensação paradoxal de euforia em pleno final de domingo (quando todos sabem que não há, em toda a semana, horário mais depressivo que esse).

Ali por julho saiu na internet o single “Grip Like a Vice”. Enquanto prévia do novo álbum, a faixa foi decepcionante. Caindo para o hip hop, com uma melodia previsível e sem entusiasmo, parecia condenar todo o CD “Proof of Youth”, lançado agora no começo de setembro, ao fracasso. Felizmente, não se deve julgar um livro pela capa, muito menos um CD pelo single: o novo trabalho da banda mantém o mesmo pique e juventude de 3 anos atrás, justificando seu título.

A sensação de “eu já ouvi isso antes” se justifica pelo uso de elementos de muitas outras músicas, devidamente creditados. Eu poderia me alongar comentando cada faixa, já que é difícil selecionar uma ou duas preferidas. Doing it Right, Keys to the City, The Wrath of Marcie são a cara do The Go! Team, e possuem refrões que grudam como chiclete; as parecidas Titanic Vandalism e Flashlight Fight liberam mais energia; a instrumental My World, como o nome diz, é uma faixa autista, ótima para se ficar viajando; I Never Need It Know So Much lembra vagamente baladinhas das décadas de 50 e 60; Fake ID, a melhor do álbum, é uma cópia de Huddle Formation, mas sem a mesma vibração.

Para os brasileiros, há dois grandes destaques. O primeiro é a participação da Marina Ribatsky, do ultracool Bonde do Rolê, na música Universal Speech. O outro só é descoberto bem na finaleira. A grande influência dos sons genuinamente brazucas está última faixa, em Patricia’s Moving Picture: os elementos utilizados são da tradicionalíssima Mulher Rendeira, de Zé do Norte e os Guriatãs – Zé, aliás, mesmo morto em 1979, “co-assina” a música com seu nome verdadeiro, Alfredo Ricardo do Nascimento.

O segundo álbum do The Go! Team complementa o primeiro, desenvolvendo as sementes lançadas em 2004. O resultado é bastante convincente, embora não tenha a mesma espontaneidade de antes. Passa a impressão de que eles precisaram pensar muito e quebrar a cabeça para conseguir a mesma sonoridade do primeiro. Parece bem improvável que eles consigam emplacar um terceiro álbum sem mudar sua proposta musical. O que é uma pena.

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